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"Na primeira noite eles se aproximam
Matar a fome hierarquiza sobrevivência
Recife (AG) - Nas capitais nordestinas, os famintos disputam comida com urubus, devoram ratos, sapos e cobras, recorrem involuntariamente ao canibalismo, comem barro ou então enganam o estômago - inclusive o das crianças - com cachaça. Eles avançam sobre caminhões de lixo de supermercados ou de hospitais em busca de comida. Há crianças que vão se alimentar nos presídios onde os pais cumprem pena. Isso revela as estratégias de sobrevivência de um exército de esquálidos na guerra contra a fome. As batalhas travadas no Nordeste mostram até uma estranha hierarquia em relação à vida, que começa na distribuição das migalhas de comida. Primeiro vem os que trabalham, as crianças e os doentes. Depois, adolescentes e adultos. Por último, os velhos. Eles próprios abrem mão desse direito básico: - Eu só como verduras que cato no lixo e cozinho com água e sal. A minha comida é um purgante porque o feijãozinho melhor dou para o meu filho, que é doente - conta Maria da Conceição, de 58 anos, residente no populoso bairro de Casa Amarela, na zona norte de Recife. matéria de jornal
SOLIDARIEDADE NÃO DÓI !
Estamos em guerra ! E ao contrário do que possa parecer, no fundo, cada um de nós é responsável pelo número de vidas que serão salvas ou sacrificadas. Estamos em guerra contra a fome, a miséria, a ignorância, enfim, contra todos os frutos daquele egoísmo do qual juramos não sermos adeptos. Sejamos honestos e reflitamos: Até que ponto vai o nosso comprometimento com o próximo ? Vivemos em uma sociedade em que a competição desenfreada, as necessidades e as cobranças fazem com que o "eu" sempre seja mais forte que o "nós". E nesta guerrinha particular, que travamos num pequeno mundo, cujas fronteiras não vão além do nosso trabalho, da nossa família, da nossa cidade, esquecemos que um inimigo maior - porque é de todos, mais covarde - porque não distingue vítimas, mais cruel - porque fruto do egoísmo, está a exigir um combate sem tréguas. Sem querer, talvez inconscientemente e levados pelo vai-da-vida não nos engajamos nesta guerra maior que, a bem da verdade, não é só nossa, é de todos aqueles que almejam um mundo mais humano para se viver, onde nossos filhos tenham perspectivas de se tornarem cidadãos solidários com o próximo, onde o "nós" valha mais que o "eu", onde aflore em cada um aquela força que nos impulsiona a fazer algo por aqueles que ainda não tiveram a sorte de se sentirem verdadeiros seres humanos. Aliste-se nesse exército da solidariedade e ajude a amenizar a miséria daqueles que raramente ganham um sorriso, daqueles que não sonham com o futuro, porque sequer sabem o que é o presente, dos prisioneiros da fome. E se estávamos afastados desta guerra, longe do "front", é hora de voltarmos à luta e usarmos a única arma capaz de vencê-la: a solidariedade. Pense nisso ! E lembre-se, a indiferença das pessoas é a maior responsável por notícias como a que acima reproduzimos.
José Apolonio
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Combata o mosquito transmissor da dengue com borra de café.
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